quarta-feira, 27 de maio de 2009

Horizontes



Não posso deixar de chorar pelo vazio,
pelos horizontes não realizados.
Exercer a solidão do anoitecer e do madrugar.
Pesado silêncio, ausência impressa no écran da alma.
Questionamentos do olhar.
Acompanham-me rumores do tempo.
Leva tuas sementes, com a tranqüilidade de um vôo.
Só o que pediria? Que fosses como as ondas do mar...


Paulo

5 comentários:

Maria disse...

Que o choro seja o alívio certo, para que as sementes sejam regadas por tuas lágrimas e colhidas por ti, as mesmas partes tuas.

Meu beijo

Mai disse...

Ah! Paulo, tocaste tão fundo o meu coração!

Beijo você.
Lindo, lindo.

Fernanda disse...

... costumo visitar blogs e ler alguns textos, mas poucos me tocaram tanto como o teu. Continue escrevendo.

Belos textos. e o blog também, tem uma cara ótima! traz paz. Voltarei.

Beijos de luz.
e um ótimo final de semana

Mai disse...

E volto quando desejo me conectar com a ternura que você desperta em mim. Isto é estranho?
Não para mim, desde que te encontrei, senti de ti e por ti, ternura imensa.
Quando te sinto por perto, sinto-me bem e em paz.

Precisava dizer-te isto.
É como se eu me reencontrasse com um velho e bom amigo. Crês nisto?

Beijo você,
Mai

tossan disse...

Essa tua poesia é pura e significante! És um poeta e . final
Abraço