sábado, 28 de fevereiro de 2009

Disfarce



Tento disfarçar a minha dor
com uma face, não se enxerga
só eu vejo o sentimento
que sufoca meu coração,

entristece minha alma
e perturba minha mente
por dentro eu grito e choro como
uma criança sendo torturada,

mas por fora sou uma simples pessoa
tentando disfarçar a realidade que vive,
e disfarço tão bem que poucos percebem.

Florbela Spanca


4 comentários:

Mai disse...

Oi Paulo.

conheço pessoas assim: externamente discretas e equilibradas. Um 'poço' de autocontrole...

Internamente, um dínamo. Passionalidade em último grau, se matam e se morrem. Se estraçalham.
Suprlativas e todos os seus sentires...

Males de amor.
A poesia de Florbela é assim.
Disfarces em Florbela, são disfarces ainda hoje em muitos de nós, homens ou mulheres, amantes do amor.

Carinho,

Mai

Branca disse...

Adoro a poesia da Florbela!
Todo mundo já passou por isso, uns mais outro menos, mas em algum momento da vida tivemos que esconder nossos sentimentos, nossa dor, nosso choro.

bjos!

Maria disse...

Há tanto na alma dos simples...

Elaine dos Santos disse...

Adooooro Florbela. Parece-me impressionante a sua atualidade, sem contar a trangressão literária que ela representou em seu tempo. Bom lê-la por aqui. Açcs.