quinta-feira, 11 de junho de 2009

Tu Eras Tambem uma Pequena Folha



Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.

Pablo Neruda

6 comentários:

* Leticia * disse...

Sempre temos folhas que andam conosco e nunca as avistamos!
sempre queremos essas folhas!
que bom que suas raizes afundam em nossos peitos!

Mai disse...

Ler Neruda ouvindo Marisa Monte com essa imagem tua no alto e que, em minha memória, é a representação de tua presença, foi maior do que uma pequenina folha...
.
Foi crescendo e tomando conta como o amor versado por Neruda.
Há amores que são bem assim - começam como uma folha pequenina, que chega, transportada pelo vento e vai crescendo, tomando corpo noutro corpo, a alma noutra alma, o coração e tudo, e o mundo se agiganta...

Como diz a letra que Marisa Monte, canta, nessa hora, o pensamento é inteiro - o outro.

Beijos, querido.
Fica bem.
Carinho,

Mai

Dois Rios disse...

Oi, Paulo!

Saudades de ti. Andei meio devagar com o Dois Rios por motivos de viagem mas já regressei há 15 dias.

Neruda é o poeta do amor sublime. Adoro as poesias dele, mas confesso que as prefiro na língua nativa, ainda que por vezes também publico poesias traduzidas para facilitar os leitores.

Beijos,
Inês

Christi... disse...

Maravilhoso, Neruda nos é preciso, abre horizontes na alma.
Linda imagem tb.

Beijos
Chris

Maria disse...

Tomara o vento traga a folha mais singela, a mais pura...e as raízes sejam eternas.

Verso lindo demais ^^

Beijos doces

Cinema, café e poesia disse...

Vim visitar seu blog, gostei demais.