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sexta-feira, 26 de março de 2010

Humanos



Sofremos, causamos sofrimento.

Amamos, somos amados.

Envelhecemos, morremos.


Porém, somos humanos.

O humano não existe sem memórias.

Memórias não existem sem emoções.


Guardamos, somente o que marca profundamente.


O que nos difere do animal?

A forma com que nos expressamos,

Nossa maior evolução.


Paulo


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Afinidade


Ser sensível requer alma menina, acesa, florida.
Alma que sabe amar em silêncio, imensamente,
toda a vida, fascinante, como deve ser sentida.
Que não teme o tempo e sonha calmamente.

Alma que faz do viver sinônimo de expansão.
Renasce a cada momento, acredita em milagres,
Navega primaveril. Cantando engana a solidão.
Persegue fantasias, chora saudades, sente felicidades.

Alma de uma luz além, que não consegue dizer adeus,
ânsias repartem teu coração marejado, deslumbrante,
pois buscas transformar fragmentos em sorrisos,
Abraçar a vida, amar, são os sentimentos teus.

Pois desejas o amanhecer sem chuva nos olhos.
Paulo

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Viver



Preencher vazios com qualquer substância,
Intensamente, permanentemente,
Utopicamente, plenamente.
Recomeçar... Renovadamente,

Com qualquer substância ?

Paulo

terça-feira, 14 de julho de 2009

Um Dia de Sol


Fotografia: Bella

Parece que já não sou o mesmo. Suspenso na fronteira dos sonhos, tenho o calor de um dia ensolarado, a sutileza duma flor, a delicadeza de suas formas, suas cores mágicas.
Espelho d'água a refletir sentimentos, espectros da alma.
Sinto-me nascido.
E olho a flor, e sorrio! Já não dá prá não voltar, Não sou eu que me faço voar.

Paulo

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Pequeno Ato



Caminhei - pequenos passos, apenas!
Passeio o olhar, exerço uma alegria calma,
Nuvens florescem, réstias de sol matizam as cenas,
Deixo-me ir em devaneios, amplidão da alma.

Sagradas sementes se espalham ao chão,
Fragmentos a exprimir-se sem disfarces,
Ardores sonhados, buscando desenlaces.
Imagens compõem minha vida, solidão.

Uma lágrima, de felicidade, ou saudade,
Busco insistências, sem subterfúgios, ascensão.
Dou personalidade à realidade, a cada emoção.
Nesse pequeno ato, reino um instante a liberdade.

Com a alma florida, viro a ampulheta do destino,
E deixo de usar somente a voz...

Paulo

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Chama-me com tua voz



Bateu-me o vento, Arrastando folhas...
Sentires que levantaram vôo e me encontraram.
Flutuando, flores sem caule, floresceram,
floriram se entranhando, invadindo.
Seiva e sangue, queimando, pulsando, enraizando raízes,
selvagens, sagradas, inquietas.

E como um perfumista trago à tona rubras gotas de orvalho.

Fragmentos vibrantes!

Como o sangue em minhas veias, como a seiva na raiz,
ficas em mim, viva, silenciosa.
Mergulho o calcanhar e empurro a barca,
envolvido nesse instante transbordo...
Vou sangrando e escorres pela minha boca, arfante...
Continuar vivendo?... Levo-te no meu sangue!

E desde então, tu és.


Paulo

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Horizontes



Não posso deixar de chorar pelo vazio,
pelos horizontes não realizados.
Exercer a solidão do anoitecer e do madrugar.
Pesado silêncio, ausência impressa no écran da alma.
Questionamentos do olhar.
Acompanham-me rumores do tempo.
Leva tuas sementes, com a tranqüilidade de um vôo.
Só o que pediria? Que fosses como as ondas do mar...


Paulo

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ecdise


Fotografia: Felipe Alves

Momento de isolamento, libertar-se, abandonar velhos trajes que nos moldam. Pedir perdão pelos pecados. Ter atitude para ser o que quiser. Correr riscos, ser inteiro, porém sem exageros, mas não excluir nada. Desistir da perfeição, buscar extrair a essência das coisas simples. Apreciar a beleza dos dias de sol e dos dias de chuva. Sentir a emoção de um olhar, o calor de um abraço. A expressão de uma canção, a magia de um verso. Não matar sonhos. Alimentar a alma. Amar por amar, amar pessoas. Compreender, e não dominar, falar manso, pisar leve. “Coexistir”.
Um virar de página, o fascínio da vida!

Paulo

segunda-feira, 9 de março de 2009

Inclusao Social



Não há como dissociar os termos Inclusão Social e Exclusão Social, para se pensar sobre essa problemática deve-se considerar que o processo exclusivo sempre se fez presente em todas as civilizações desde a antiguidade. O termo exclusão social, é complexo, há uma grande dificuldade em se criar uma definição geral, é um fenômeno que abrange várias formas e níveis, dependendo da situação e do momento político, econômico e social, do local ou região em que esteja inserido.
Atualmente podemos definir com maior facilidade essas formas e a dimensão desse conjunto de problemas, que com a evolução sofreu modificações marcantes, resultando num aumento progressivo desses sujeitos sociais. Nota-se que a exclusão não é provocada apenas por termos econômicos, é gerada também nos campos político, étnico, sexual, educacional, psicológico e em vários outros setores. Suas causas são amplamente conhecidas e estudadas.
Independente do conceito específico e de sua categoria, os seus efeitos despontam, gerando basicamente a falta de necessidades materiais, desigualdades sociais, psicológicas, culturais, e espirituais, afastando cada vez mais seres humanos das mínimas condições necessárias de sobrevivência, deixando-os sem condições de reverter essa situação. Conseqüentemente surgem poderes paralelos, à margem do estado de direito, buscando dar sobrevivência a esses excluídos, ameaçando criar um apartheid, uma divisão entre indivíduos miseráveis e “ousados”, e outros tidos como, “privilegiados” e temerosos.
Todos esses fatores levam à reflexão e a discussão no sentido de se encontrar soluções que conduzam à inclusão desses indivíduos na sociedade, despertam-se novas consciências, dispostas a superar todas as formas de exclusão. Sem fórmulas mágicas e diante da inoperância do Estado em encontrar resultados realmente eficientes, e não de utilizar-se de programas aliados da miséria que trazem a continuidade dessas condições, destaca-se a organização da sociedade civil buscando resolver a situação, implementando assim políticas próprias e reivindicando junto ao Poder Público a sua responsabilidade.
O sistema social atual é questionável e superado. O acesso a bens e serviços é impossível a todos. A distribuição de renda é legítima, porém injusta. O Estado como provedor e as políticas de apoio e solidariedade representam a única salvação para muitos dos excluídos, mas são paliativas.
Deve-se buscar um novo modelo baseado na valorização do ser humano e seu potencial, com compromissos éticos visando os interesses coletivos, tendo a educação como alicerce e fator transformador, assegurando os meios para a formação do caráter de cada indivíduo com a intenção consciente voltada aos interesses da comunidade, assim começa-se a reconstrução de uma nova sociedade buscando eliminar distancias entre pessoas e classes, aonde as oportunidades sejam acessíveis a todos em termos iguais, tendo o reconhecimento dos interesses mútuos como fator de controle social. A valorização da educação e seus profissionais é essencial, pois ela é a força motriz, a base única, para o desenvolvimento sustentável, sendo crucial e de prioridade absoluta para qualquer programa social, pois incide diretamente na qualidade da representação política, na forma da distribuição da renda, no desenvolvimento econômico, nos parâmetros de justiça social e na capacidade de discernimento dos indivíduos.
De outra maneira nenhum tipo de inclusão se faz permanente, e todos correm o risco de serem esmagados pelas mudanças em curso, mesmo os desapercebidos.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Passagem



Uma paragem no tempo... Medo... Um entretanto!
Incertezas... Num repente desfaz-se o encanto
Ah! A liberdade... Caminhar, saborear, abraçar, amar...
Saudades das coisas mais simples... Ah! O mar

Instantes se passaram... Incontáveis, inenarráveis!
Amordaçado, alimento-me de hipóteses, esperanças
Uma dor surda... Lágrimas, momentos intermináveis...
Num sonho profundo, infindo, desejo repousar.

Uma ânsia, consciência, um apego à vida... Renasço!
Perdido de encantos pelo sol, pela chuva, pelo luar...

Viajo com o vento, voar é sonhar...
Nesta viagem vim para amar a tudo...
Incondicionalmente, como as crianças, os cegos...

Tenho lágrimas para todas as saudades...

Paulo

domingo, 7 de dezembro de 2008

Eternos



Imaginei-me sonhando...
das pequenas e suaves gotas que recebi
separei uma, formosa como um cristal
Como uma suave noite de luar!

Em meu sonho é como teus olhos
trazendo sorriso ás lágrimas,
luz no meu caminho, fantasia...
Prendendo o tempo, eternos!

Reflexos do mar...rosas d’água!

Paulo